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	<title>timeBox &#187; Metodologia</title>
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	<description>5 minutos de software</description>
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		<title>Projeto é uma coisa, software é outra.</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 20:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo C. Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Ágil]]></category>
		<category><![CDATA[Gerenciamento]]></category>
		<category><![CDATA[LEAN]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[PMI]]></category>
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		<category><![CDATA[XP]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava sem nada de interessante pra fazer ontem a noite e fui ler um livro que me emprestaram chamado Gerenciamento de Projetos &#8211; Como gerenciar seu projeto com qualidade, dentro do prazo e custos previstos. 
Eu sabia que iria me estressar lendo o livro. Só pelo subtítulo já fica claro.
Mas ai pensei “o livro fala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava sem nada de interessante pra fazer ontem a noite e fui ler um livro que me emprestaram chamado <a href="http://afiliados.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;ProdId=259967&#038;ST=SF20494">Gerenciamento de Projetos &#8211; Como gerenciar seu projeto com qualidade, dentro do prazo e custos previstos</a>. </p>
<p>Eu sabia que iria me estressar lendo o livro. Só pelo subtítulo já fica claro.<br />
Mas ai pensei “o livro fala de projeto, não fala de software.”<br />
Essa é a grande questão.<br />
Não é que os defensores dos projetos e todas suas técnicas estejam errados, a questão é enxergar que a idéia de “projeto” não se encaixa em qualquer coisa que se produza nesse mundo.<br />
Software é uma dessas coisas. </p>
<p>A idéia de software tem uma série de características muito especificas que a distancia daquilo que projetos tradicionais se dispõem a tratar.<br />
Não é a toa que coisas com <a href="http://www.amazon.com/Lean-Software-Development-Agile-Toolkit/dp/0321150783">Lean</a>, <a href="http://www.amazon.com/Scrum-Trenches-Enterprise-Software-Development/dp/1430322640/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=books&#038;qid=1269374499&#038;sr=1-1">Scrum</a>, <a href="http://www.amazon.com/Extreme-Programming-Explained-Embrace-Change/dp/0321278658/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=books&#038;qid=1269374626&#038;sr=1-1">XP</a> e uma série de outras, apareceram focadas em produção de software.</p>
<p>Então por isso resolvi transcrever alguns trechos do livro, que fala de gerenciamento de projeto de forma geral, e colocar logo abaixo opiniões minhas baseadas somente na idéia de software e no que aprendi lendo e usando algumas metodologias que nasceram especificas para software.</p>
<p><strong><em>Escopo<br />
Controlado a partir de planejamento e documentação de itens que passam de uma área para outra, alem de procedimentos formais, formulários e sistemas de monitoração.</em></strong></p>
<p>Se a idéia é ter um inicio, meio e fim bem definidos, alem de um custo fechado, então é razoável se preocupar tanto em identificar e formalizar o escopo.<br />
Agora, se isso vai trazer algo de útil pro seu cliente daqui a 1 ano e meio, quando o tal projeto terminar, sem praticamente gerar um novo projeto só pra corrigir as falhas do original, aí já é outro papo.<br />
Não é melhor esquecermos esses formalismos todos e partirmos pra uma definição de escopo gradual, algo como&#8230;.”vc me diz o que quer&#8230;.eu faço em algumas semanas&#8230;.você diz se ficou legal&#8230;.e continuamos nesse ciclo até você achar que deve parar.” ???</p>
<p><strong><br />
<em>Prazo<br />
O tempo é um padrão importante para avaliar o sucesso de um projeto e faz com que ele seja diferente do trabalho de natureza operacional ou de processo.</em></strong></p>
<p>Exatamente! Projeto é um conceito que prevê a existência de inicio, meio e fim. Um processo de negócio não se encaixa nesse conceito. Processos evoluem continuamente e rodam através dos sistemas que construímos.<br />
O que fazemos na maioria das vezes é apoiar um processo de negócio com soluções de TI. Nosso trabalho se assemelha muito mais a uma prestação de serviço do que a venda de um produto ou projeto.</p>
<p><strong><em>Qualidade<br />
As pressões exercidas por outros fatores, como custo e tempo, podem provocar negociações nas quais a qualidade será comprometida em favor do cronograma ou do orçamento.</em></strong></p>
<p>Pois é. O tempo aperta, o esporro come solto, a qualidade é mandada pra você sabe onde, e os sistemas orientados a gambiarras são gerados. O mais engraçado é que muitas vezes, após ver que o produto final ficou uma porcaria, o cliente ainda paga de novo pro fornecedor criar novos softwares que corrijam o antigo. Já ouviram falar em coisas como: “batch para correção de base de dados rodando todo dia a noite” ou “Cobertor curto. Resolva um problema aqui e automaticamente crie outro ali” ?</p>
<p><strong><em>Custo<br />
Em última análise, os projetos resumem-se a dinheiro e gastos. O gerente de projeto é o responsável por manter os projetos dentro do orçamento aprovado.</em></strong></p>
<p>Fechar o orçamento de construção de um prédio com X andares, cada qual com X apartamentos de X metros quadrados, usando X materiais, não chega a ser um trabalho para mágicos. É quase que uma questão puramente matemática.</p>
<p>Ninguém chega pra uma construtora e diz: “Eu quero fazer um prédio pra investir meu dinheiro. Não sei exatamente como, só sei que preciso investir minha grana. Tem que ficar pronto até o meio do ano. Quanto custa?”</p>
<p>Mas é exatamente assim que se faz software pra apoiar processos de negócio. O cliente não tem muitos detalhes do que vai solucionar o problema dele. O que ele sabe mesmo é que tem um problema e que possivelmente um software pode resolvê-lo. Fechar orçamento e prazo num cenário desse é pedir pra errar. O melhor é fechar um contrato de prestação de serviço.</p>
<p><strong><em>Recursos Humanos<br />
Quantas pessoas e com quais qualificações serão necessárias durante qual período de tempo, nesse projeto?</em></strong></p>
<p>Esse modelo pressupõe que equipes são descartáveis. O que talvez influencie no uso da expressão “recurso” em muitas empresas de TI, ao invés de “pessoa” ou “profissional”.<br />
Mas enfim, se sua empresa vive de fazer essa coisa chamada projeto, se os membros das equipes ficam cada vez mais produtivos e entrosados no decorrer dos projetos, então pra que encará-los como custo e não como investimento? Você pode ate manter os profissionais durante algum tempo após o projeto, mas vê-lo primordialmente como um custo mostra que você não enxerga muito bem as características do ramo de negócio em que sua empresa se encontra.<br />
Um time de futebol INVESTE em jogadores, e quanto melhor o jogador, mais retorno FINANCEIRO pro time ele gera. Seja em títulos, bilheteria ou publicidade agregada.<br />
Uma empresa de TI funciona de forma muito parecida. Ou pelo menos deveria.</p>
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		<title>Bom senso minha gente&#8230;bom senso.</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 00:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo C. Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Documentação]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Você é chamado para fazer parte de um projeto que não vai necessariamente entregar um sistema classicão (do tipo com telinhas, usuários de carne e osso, etc). Sua função é criar uma interface java com um content management de mercado.
Ok.
Você então projeta sua solução com base em JUnit.
Testa a chamada a interface, verifica que está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você é chamado para fazer parte de um projeto que não vai necessariamente entregar um sistema classicão (do tipo com telinhas, usuários de carne e osso, etc). Sua função é criar uma interface java com um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Content_management">content management</a> de mercado.</p>
<p>Ok.</p>
<p>Você então projeta sua solução com base em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/JUnit">JUnit</a>.<br />
Testa a chamada a interface, verifica que está tudo ok e entrega o produto.<br />
Pra não ficar só em código, você até documenta a interface gerada em uma espécie de contrato. Dizendo como ela deve ser chamada e o que se esperar dela e tal. Tudo bonitinho.</p>
<p>Ai alguém chega pra você e diz que sua entrega não está aderente a metodologia da casa.<br />
Afinal, faltou criar o diagrama de caso de uso e seu respectivo documento word de descrição do mesmo.<br />
Então você entrega o tal caso de uso e algumas semanas depois ele volta pra você num e-mail que diz: Seu caso de uso não está aderente as melhores práticas pregadas pela casa para o mesmo. O fluxo básico está usando de termos técnicos e não representa com clareza uma interação entre o ator e o sistema.</p>
<p>Agora me diga. Qual a utilidade de se fazer um caso de uso numa situação como essa? Onde seu trabalho se resume a produzir um serviço de comunicação com uma ferramenta, o qual será chamado por outros serviços?</p>
<p>Qual a utilidade de se engessar de tal forma a quantidade e qualidade da documentação que deve ser feita?</p>
<p>Não pegou a idéia ainda?<br />
Imagine só. Alguém te convida pra ser padrinho de casamento. Um outro alguém te alerta que você deve ir de terno a um casamento. Gravata, sapato, tudo certinho.<br />
Mas o casamento que te convidaram pra ser padrinho será na praia, ali na areia e tal. Sei lá, a noiva viu um assim numa revista e resolveu que o dela seria assim também!</p>
<p>E ai? Você vai aparecer por la de terno? Gravata no sol de meio dia? Sapato na areia?<br />
Seu bom senso vai te dizer alguma coisa sobre isso, não?</p>
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		<title>Mundo real</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 03:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo C. Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento Ágil]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente já tem batido nessa tecla aqui no Brasil em blogs e revistas. Lá fora então, a décadas que esse tipo de coisa é difundida e até tem tido uma evolução no nível de aceitação.
O RUP tem isso, o XP também, o SCRUM. O que não falta é metodologia e escritor famoso defendendo esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente já tem batido nessa tecla aqui no Brasil em blogs e revistas. Lá fora então, a décadas que esse tipo de coisa é difundida e até tem tido uma evolução no nível de aceitação.<br />
O RUP tem isso, o XP também, o SCRUM. O que não falta é metodologia e escritor famoso defendendo esse ponto de vista. Mas aqui no nosso mercado, infelizmente, ainda estamos engatinhando com tímidas iniciativas.</p>
<p>Eu estou falando de <a href="http://www.improveit.com.br/xp/praticas/contrato">ESCOPO NEGOCIÁVEL + DESENVOLVIMENTO ITERATIVO</a>.</p>
<p>Não é raro eu entrar nesse assunto com alguém e ouvir de volta: “ah&#8230;muito legal, mas no mundo real não é assim”, ou então, “você está sendo acadêmico demais”. </p>
<p>Eu? Acadêmico? hehe&#8230;.Vamos pular essa parte e partir pra alguns dados reais de mercado.</p>
<p>A décadas que o <a href="http://www.standishgroup.com/index.php">Standish Group</a> vem divulgando o CHAOS Report, um conjunto de estatísticas sobre os resultados obtidos em milhares de projetos ao redor do mundo.<br />
Só pra exemplificar, os dados de 2003 revelam que 34% dos 13.522 projetos pesquisados atingiram o sucesso, ou seja, foram entregues dentro do prazo, custo e ESCOPO FECHADO previsto inicialmente. Do restante, 15% foram cancelados e 51% tiveram prazo e/ou custo aumentados consideravelmente. </p>
<p>Com base nas funcionalidades que foram entregues nos projetos ditos de sucesso, foi perguntado aos clientes dessas funcionalidades, qual o grau de uso que eles estavam tendo sobre elas. A média das respostas foi a seguinte:<br />
<a href="http://www.agilemodeling.com/essays/examiningBRUF.htm">7% sempre são utilizadas, 13% frequentemente, 16% as vezes, 19% raramente e pasmem&#8230;.45% nunca são utilizadas!</a></p>
<p>É isso aí, a maior parte estourou prazo/custo ou foi cancelada e dos que tiveram sucesso, quase a metade das funcionalidades não serve pra nada NO MUNDO REAL. Legal né???</p>
<p>Imagino que depois de ler isso em 2004, quem passou o ano anterior perdendo contratos ou gastando uma nota com hora extra, deva ter olhado com outros olhos essa questão de escopo negociável + desenvolvimento iterativo.</p>
<p>O problema de negócio que queremos resolver via software é que deve ter o escopo fechado.<br />
As fronteiras que a solução sistémica não deverá ultrapassar é que devem ser delimitadas.</p>
<p>Agora, qual a real complexidade ou até mesmo necessidade dos X possíveis casos de uso, histórias, ou seja lá o que for, inicialmente imaginados pra resolver os problemas (de negócio) contidos no escopo (de negócio) de um projeto?<br />
Não tem como responder isso com precisão ! Nem com ponto de função nem com qualquer outro ponto que seja.</p>
<p>Bem vindo(a) ao mundo real <img src='http://www.timebox.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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