Você é chamado para fazer parte de um projeto que não vai necessariamente entregar um sistema classicão (do tipo com telinhas, usuários de carne e osso, etc). Sua função é criar uma interface java com um content management de mercado.
Ok.
Você então projeta sua solução com base em JUnit.
Testa a chamada a interface, verifica que está tudo ok e entrega o produto.
Pra não ficar só em código, você até documenta a interface gerada em uma espécie de contrato. Dizendo como ela deve ser chamada e o que se esperar dela e tal. Tudo bonitinho.
Ai alguém chega pra você e diz que sua entrega não está aderente a metodologia da casa.
Afinal, faltou criar o diagrama de caso de uso e seu respectivo documento word de descrição do mesmo.
Então você entrega o tal caso de uso e algumas semanas depois ele volta pra você num e-mail que diz: Seu caso de uso não está aderente as melhores práticas pregadas pela casa para o mesmo. O fluxo básico está usando de termos técnicos e não representa com clareza uma interação entre o ator e o sistema.
Agora me diga. Qual a utilidade de se fazer um caso de uso numa situação como essa? Onde seu trabalho se resume a produzir um serviço de comunicação com uma ferramenta, o qual será chamado por outros serviços?
Qual a utilidade de se engessar de tal forma a quantidade e qualidade da documentação que deve ser feita?
Não pegou a idéia ainda?
Imagine só. Alguém te convida pra ser padrinho de casamento. Um outro alguém te alerta que você deve ir de terno a um casamento. Gravata, sapato, tudo certinho.
Mas o casamento que te convidaram pra ser padrinho será na praia, ali na areia e tal. Sei lá, a noiva viu um assim numa revista e resolveu que o dela seria assim também!
E ai? Você vai aparecer por la de terno? Gravata no sol de meio dia? Sapato na areia?
Seu bom senso vai te dizer alguma coisa sobre isso, não?

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