- Documentos por favor.
- Sim senhor.
- É…você tem uma irregularidade aqui.
- É mesmo é?
- É mesmo! Não vai poder seguir em frente não.
Não, eu não estou fugindo do tema desse blog e relatando um desfecho comum para os engarrafamentos de 1 hora no aterro do flamengo ( o tempo normal pra atravessa-lo é de 5 min).
Quando se desenvolve software para uma grande corporação, não é raro se deparar com essa situação ai do diálogo. No papel do policial normalmente está algum membro da EIB (Equipe de Infra-estrutura Básica) e na pele do motorista está algum desenvolvedor com a inevitável missão de submeter um sistema (ou pedaço de um) à aprovação da EIB.
Uma EIB normalmente é composta por um conjunto de pessoas, onde cada uma tem uma aptidão específica, como administração de banco de dados, ou arquitetura SOA por exemplo. Muitas vezes uma EIB é até composta por um conjunto de equipes menores, cada qual com sua especialidade. Mas enfim, a função dessa galera de infra é dar apoio as equipes de desenvolvimento de software, criando diretrizes e convenções corporativas, as quais devem ser seguidas pelas equipes de desenvolvimento.
Existem duas formas de se trabalhar essa questão “EIB vs equipes de desenvolvimento”:
1 – Colocando uma contra a outra nessa estratégia de BLITZ CORPORATIVA, onde o pessoal de EIB apenas gera um mar de documentos-diretrizes, envia esse “manual de trânsito” para as equipes de desenvolvimento e marca uma data (normalmente ao final de alguma entrega importante) para revistar (ops!) digo….analisar, o trabalho da galera de desenvolvimento.
2 – Promovendo a comunicação e a humildade (valores da modelagem ágil) entre ambas as partes. Isso se faz inserindo as pessoas de EIB em determinados projetos de desenvolvimento por algum período de tempo, fazendo com que elas compartilhem sua maturidade profissional nas áreas em que se especializaram. Assim, as diretrizes corporativas passam a ser amadurecidas, repassadas e colocadas em prática em um cenário real. De quebra, ainda se cria um ambiente amigável e colaborativo entre as partes. Isso funciona! Dia desses estava conversando sobre isso com o Gustavo Serafim e ele diz estar tendo bons resultados com essa abordagem.
Ah! não posso deixar de dizer isso. Um grande risco de insucesso que se corre usando essa segunda abordagem, é colocando pessoas com pouca ou nenhuma habilidade de comunicação na EIB. Para isso funcionar é preciso ter profissionais bons tecnicamente mas que sejam sociáveis também. Já imaginou a pessoa ser apresentada como nova especialista XPTO pra apoiar o projeto durante algumas semanas, daí após essas semanas sem falar um “ah” ela manda um “manual de trânsito” por e-mail e some?

August 15th, 2008 at 15:27
Oi Marcelo,
Meu marido acabou de mandar o link do seu blog… Abri o link e… que boa surpresa!!! Encontrei alguém que pensa exatamente como eu e que está com os mesmos assuntos que eu martelando as idéias…rs
Fui analista de sistemas, depois estudei processos, SOA, acabei de estudar sobre metodologias ágeis (não descarte o RUP 7.0, por favor!rsrs)
Trabalhava em um Escritório de Processos voltado pra TI de uma petrolífera e de lá fui chamada a trabalhar em uma grande consultoria, dessas cheias de ppts bonitos e cabelos com gel… Precisa dizer mais?
Aqui acham que SOA é barramento, que BPM é paradigma de desenvolvimento como OO e estruturado…rs… Está bem difícil fazer com que entendam que BPM não é sistema e ponto.
Bom, se deixar vou escrever, escrever, e vai passar muito dos seus 5 minutos de leitura.
Parabéns pelas idéias, por escrever (precisa ter paciência!).
A propósito, meu marido, que mandou o link, é o André, o narigudo que trabalhou com você.
August 15th, 2008 at 15:48
Valeu pela força Danielle!
Esse seu marido está marcando de almoçar comigo desde o PAN. rs
Quanto ao RUP, tenho nada contra quem gosta não. Dois grandes amigos meus são certificados nele e eu mesmo já fui devoto por vários anos. O maior problema do RUP são as pessoas que usam waterfall e chamam de RUP. rs
Mas sinceramente, hoje tenho preferência por processos um pouco mais leves
August 29th, 2008 at 20:31
Muito manero o artigo cara…..parabens.